Porto Alegre-Florianópolis-Curitiba-Bauru  

 


Mas que tal, tchê?!

Com saudades de viajar comigo?!

Pois olha, desta vez a viagem começou toda errada.

Depois de mandar mails a toda a turma que assina a Página do Gaúcho, receber vários convites buenaços no trajeto de Porto Alegre até Bauru... a porqueira do meu notebook estraga com todos os endereços lá dentro!!

Orre diacho!

Abrindo Porteira


Mas esse velhaco aqui não se micha, e numa 4a-feira, 05:30 da manhã, escovou o pelego do Lafayete e xispou pras bandas da Santa Catarina, num galope bem acelerado.

Ouvindo tudo quanto é música no radinho, ligeirito cheguei em Torres, fiz a curva e encabeçei pras fronteira do estado. Tenho que reconhecer que entrando em Santa, tive uma surpresa: estradas mui bem conservadas, com uma paisagem bem bonitaça... praia, campo e tudo o mais.

Ao chegar na Ilha da Magia, como a belíssima Florianópolis é chamada, me larguei pras praias, isso ao 1/2 dia. Isso lá é uma maravilha. Em plena quarta-feira de meio de semana, o pessoal que estuda ou trabalha pela manhã vem chegando aos pouquitos na praia da Joaquina ... Indo pegar onda, sol, paquera, o que for... Eta vida buenaça, seo!!!

Feito um rato em festa de igreja, fiquei alucinado e furunguei tudo quanto é praia, desde a que comentei, depois a praia brava, barra da lagoa, canasvieiras, ponta das canas, jurerê e pelaí vai. De calça e tudo, pisando na areia e tirando foto feito turista castelhano.

De relancina me lembrei que precisaria de um hotel. Fui até os prados do SESC, onde... hehehe... consegui um chalé inteiro por... R$ 13 mangos!!! E poderia ter sido R$ 7. É muita barbada, com ar condicionado, tv, cozinha, ferro de passar roupa e ... piscina!!!

Indo para lindaça Curitiba


Na 5a-feira, novamente 05:30 da matina chacoalhei o Lafayete, que é bicho mui preguiçoso, e levantamos as asas na direção de Curitiba.

O trajeto de estrada próximo de Floripa tá uma tranqueira dos diabos, porque estão ampliando as cousa por lá. Ali para o rodeio (reunir o gado) todo e entra todo mundo no brete. Mas acho que vai descer até avião de tão largo que tá ficando.

Ao entrar no Paraná, pistas duplas até Curitiba! Chamei nas esporas o danado do Lafa e saimo dessarolhando a ponta (permitir que a tropa ande com mais desembaraço, adiantando os ponteiros)!!!

A entrada de Curitiba, que me perdoem os da terra, é uma zona só!!! Pra chegar no boqueirão, onde Seo Flávio Barbizan, dono de especial paradouro para os viajantes, me esperava com mate cuiudo, foi uma zona só!!

Ahhh, Curitiba...

Eta cidadezinha excepcional!!!

Limpa, organizada, bela.

Os tubos de ônibus parecem estações de metro. Tu desces numa, pode ficar esperando outro ônibus sem pagar nada. Assim, tu viajas de tubo em tubo por toda a cidade. E não me entra pelo cano, vivente!

Em cada bairro existe a rua da cidadania, onde juntaram todas as trambelheiras do estado (banco, iptu, luz, telefone e essas outras cousas) e assim o vivente não precisa ir de órgão em órgão pra conseguir o que quer. A rua da cidadania é uma construção com um corredor no meio e cheio de salinhas onde ficam os barnabés que atendem ao povão. Excelente idéia, pra quem sabe o que é correr de canto a canto.

Mais: peguei uma linha turística de onibus, onde paga-se R$ 6 e pude descer em três pontos turísticos, dos mais de 15 que ele circula. Eu escolhi o Jardim Botânico, que é lindaço; a Ópera do Arame (recomendo às mulheres não irem de salto alto) e o Parque Tanguá.

Não há como descrevê-los. Cada um é mais limpo, bem cuidado e bagual que o outro. O Jardim Botânico dá de 10x0 no de Porto Alegre em beleza. a Ópera do Arame é uma construção sensacional (que tu vais ver nas fotos) e o Parque Tanguá... ah o Parque Tanguá... E os horários dos ônibus são britânicos, graças a deus.

De volta ao meu hospedeiro, seo Flávio Barbizan, dono do Hospital do Carmo, no Boqueirão tive uma surpresa. O home queria que eu pernoitasse na casa dele, com 7 quartos e... sozinho !!!

Hehehehe, tive que abrir mão dessa, pois tinha lá dois rottweilers que pareciam uns tigres. Entonces o home quis que eu dormisse no hospital, mas vai que alguma enfermeira se avançasse com injeção na mão, por descuido?!

Ponta Grossa


Daí toquei tropilha até Ponta Grossa, no norte do Paraná. Nem vi a cidade, despenquei de tanto sono na 5a-feira.

Dessa vez acordei mais tarde. 07:00 e estamos na estrada quando...

Há cachorro na cancha (significa que alguma coisa está atrapalhando a execução de determinado plano.

Pois o trem estraga bem sobre o caminho. Isso parecia coisa de filme, seo!! Pencas de ônibus de estudantes esperando para atravessar... hehehehe, pois então!!!

A trilha para Bauru foi facilzita, pois dei carona pra mais de 6 policiais militares na estrada.

Sobre o que fui fazer em Bauru vou manter segredo.

A cidade é quente uma barbaridade. Mas muito bem organizada; com shopping center legal; um Wall-Mart onde entrei de calção de banho e aterrorizei os nativos da área (hehehe); um grande tráfego de treminhões (vê se pode!!! chamam assim os caminhões que transportam cana). Aliás, nos canaviais tem um cheiro desgraçado barbaridade, devido aos pés de cana cortados e apodrecendo.

Retornando ao Rancho


Chegou 2a-feira...

Resolvi dar um tirambaço só e fazer os 1.500 kms entre Bauru e Porto Alegre no mesmo dia. Saí às 05:30 da matina, como sempre e me fui campo afora, pelas terras de São Paulo e depois Paraná, pelo norte.

Lá pelas tantas, numa das encruzilhadas, dizia assim: "Curitiba pela esquerda. Curitiba pela direita". Como havia um policial militar ali, perguntei qual o caminho tomar. Ele disse vai pela direita e já me dá uma caroninha....

Bah... parecia a morte pede carona. O diabo me enfiou numa BR abandonada, cheia dos buracos, horrorosa, a 20 km/h tinha que ir... Ah, seu Vitorino, ah...!!!

Mas achei o prumo depois e cheguei em Curitiba. Gastei uns 15 minutos colocando gasolina e em seguida fui visitar o Parque Barigui, donde tenho excepcionais lembranças indeléveis (ô loco, seo!!). Olha as fotos depois.

Já aborrecido por gastar os 15 minutos, lasquei chicote no lombo do Lafa e descemos o morro na direção de Floripa. Uma parada de 1/2 hora no restaurante do Japonês, lá pras bandas de Sombrio, onde o home fez uma indiada sensacional.

Automatizou todo o restaurante. Na entrada te dão um cartão magnético. Na lancheria, invés daquela cambada toda pra te atender, um self-service com um sujeito na saída do brete com uma pistola de scanner. No caixa, ela lê o cartão e dá a conta. Ah, sem falar na alemoa lindaça que atende nas batatinhas-fritas!!!

Dali por diante, rachei a cancha (andar na frente) com tudo quanto é carro que cruzasse por nós, apenas para chegar de uma vez e ter diversão, que viajar solito é meio aborrecido. Graças a deus, nenhuma rebentona (situação grave) se assucedeu (como diriam alguns) em toda a viagem, nem mesmo um pneu furado.

E como diria seo Teixeirinha, na música Tordilho Negro, é mais uma história que chegou ao fim!!!

Baita e genuíno abraço

Roberto Cohen, na noite de chegada, 09/11/98




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