Pelotas  

 


Introdução: No início do século, a cidade de Pelotas foi o maior pólo econômico do estado, devido às charqueadas (produção de carne seca para bandeirantes, carreteiros, etc).

Com o movimento econômico, filhos da cidade estudavam na Europa, retornavam e formaram o maior centro cultural do estado, ainda hoje fortíssimo e que tu verás pelas minhas descrições. Boa leitura, digo, passeio!


Porto Alegre, 20 de julho de 1998.

Prezada e querida Heloísa

Tudo bom contigo, queridinha? Espero que tenha parado de emagrecer, pois não gosto muito de corpos de modelo, e tu vais acabar assim desse jeito. Não vou nem te abraçar mais, com medo de te espremer... Hehehehe....

Bueno, a tropa esteve este mês de julho em Pelotas, a capital cultural do estado e sob a justificativa da Fenadoce, festa onde ficamos apenas 2 horas para não perder muito tempo.

Já vou te adiantando que a viagem foi uma mistura de decepção com admiração!

Pelotenses: se seguram nas cadeiras que a cambona (chaleira rústica) vai chiar!

DAS PREMONIÇÕES

Não tenho lá essas frescuras de superstição, mas na véspera comecei a procurar os telefones dos hotéis na net e TODOS davam em casa de família, fax e coisa e tal, de formas que tive que ligar para (0532) 121 para reservar hotel no dia da viagem.

Ao 1/2 dia, quando fui tomar aquele banho de minutos antes da viagem, acabou o gás da água quente... grrrr.... Tive que tirar todo o shampoo de meus cabelos com uma revigorante água fria a 10 graus de temperatura!

LEVANDO A TROPA!!

Pois aquela sexta-feira, 13:00, era um dia horroroso. Uma chuva das diachas caía, e o céu negro prenunciava uma viagem escura e sombria até as bandas de Pelotas.

Agora uma coisa salvou a viagem: com a privatização das estradas, o trecho da BR-116, administrado pela MetroVias estava excelente. São 96 kms impecáveis de Guaíba, desde a saída de Porto Alegre até Camaquã. Olhos de gato em todo o trajeto no centro da pista e dos lados, demarcando o acostamento; além disso, não tinha sequer um buraco... Foi um prazer pagar os R$ 2 de pedágio.

Realizamos uma parada técnica no restaurante das cucas, ali em Barra do Ribeiro, para um pequeno cafézito preto e um lanchinho. Vê depois nas fotos o clima do dia.

Bueno, depois de Camaquã fizemos outra parada no famoso Paradouro Grill. Ele foi todo reformado e ficou excelente!!! Todo de lajota no piso, serviço de primeira, sensacional.

Ao acabarmos o trecho administrado pela Metrovias, entramos noutro trecho, ainda sem pedágio. Goddddd....

Simplesmente horrível. Em dias de chuva, as valetas criadas pelas rodas de caminhões na pista, empoçam água e fazem o carro aquaplanar.... Tive minha primeira experiência, com baixa visibilidade ao ultrapassar e o carro simplesmente... freiar... e sem acostamento.

Mas que porqueira seu!!!!

E ainda a 6 kms de Pelotas, na entrada de uma ponte, um buraco imenso... se desvia, vai pra pista errada, se fica acaba virando uma catapulta...

CHEGAMOS AO HOTEL!!

Localizar o Hotel Estoril foi fácil... difícil foi se agradar com ele.

Erghhss.... que decadência.

Sem água quente, vazamento na pia, porta comida por cupim, lustre sem tampa, televisão com um emaranhado de fios, parquês soltos no piso, tomadas soltas, cortinas de mucufo, quarto do casal sem tv, paredes sujas.... béééééé... que barbaridade, estes quartos 107 e 108.

E além de tudo isso, o elevador principal não funcionava.

Dica de turista: não fique neste hotel. Uma coisa é ser simples, outro é ser relaxado. E o Estoril tá mais pro segundo, pois colocar uma tampa no lustre, arrumar um vazamento, são coisas que não custam muito. Que me desculpe seo patrão do hotel, mas as "cousa" foram brabas por aí...

FENADOCE, AÍ VAMOS NÓS!!!

Fenadoce

Entonces, com um temporal danado, pegamos o carro e voltamos ao início da cidade, onde estava instalada a Fenadoce.

A entrada para chegar à feira tem uma sinalização excelente, com posters nos postes indicando o caminho certo.

Pagamos R$ 3 por pessoa, com direito a um doce grátis lá dentro e mais R$ 3 pelo carro, com direito a deixar no estacionamento.

Mas... o estacionamento tinha virado um brejo, um lagoão, um banhado dos danados... A pouca brita colocada na grama não adiantava nada e eu tive que largar o pessoal perto da porta e depois me aventurar pelo banhado, como quem caça marrecão... Se eu estivesse preparado tudo bem, mas...

Mas quando faço uma viagem de 250 kms, venho num dia de chuva gastar meus pilas lá de longe... quero que a organização pense um pouquinho em mim...

Bilhetes

E então entramos no local. Ele é realmente imenso, uma área coberta de 21.000 m2 (segundo os organizadores e eu acho que é mesmo) e 450 expositores.

Era o segundo dia de feira, 18:00 e tava todo mundo lá dentro meio jururu. Sei como é feira, gasta-se e a expectativa de recuperar o investimento é grande. Se chove, pronto!! Foi-se a esperança de mais um dia.

De cara, feito lambari novo em sanga saí a pulular em tudo quanto é estande procurando alguma coisa gaudéria ou que tivesse informações de turismo sobre Pelotas.

De gaudério não encontrei nada!!! Nem mesmo a União Gaúcha, a mais antiga associação tradicionalista do estado, que esperava encontrar lá com um chima amigo :-( .

Mas como sei que às vezes os pilas não aparecem, fui atrás de informações turísticas.

Ando daqui, ando dali e começo a ficar meio preocupado quando, de repente, RÁ-RÁ-RÁ!!!, avisto o estande da prefeitura!!!! Beleza!!!

Pergunto para a menina se ela tem algum prospecto sobre Pelotas. Ela me responde que eles tem um site na internet com tudo. Eu falo a ela que, no momento, não estou na internet e sim na feira, se não me conseguiria algo para que pudesse passear no dia seguinte.

Aí começa o calvário... Grrr....Pois olha, foi mais difícil que telefonar pra surdo.

Ela diz para voltar dali a 1/2 hora, pois a menina do computador não chegou ainda. Ah, muito bem.

Cri-cri que sou, vou até o estande do CDL, um dos organizadores, pedir ajuda. Três pessoas conversando não me dão a mínima atenção. Pergunto a um segurança e e ele me indica o local da administração da feira.

Vou até lá: alguém fala que consigo isso na Integrasul. Eu pergunto se isso fica em Pelotas ou vou ter que ir a Porto Alegre (já azedo). Eles descobrem que essa empresa (?) não tem estande na feira e me enviam para o térreo, ao lado da Unimed tem guias turísticas.

Indignado com isso, desço, começo a procurar e... avisto de longe: turismo! Corro até lá e.... hahahaha, tu vais cair pra trás, 60:

A cidade de Rio Grande está lá, com vários vários vários prospectos de onde visitar, ir etc e tal na sua cidade!!!

A pessoa da cidade de Rio Grande me leva pela mão até o CDL, arrasta uma moça para me atender e ela escala uma guia que começa a me explicar...

Fato é que ela não tem um mísero dum prospecto de Pelotas!!!! Não foi por falta de esforço da Luciane - a guia - mas sem um mapinha pra me mostrar os caminhos, é dureza!

É uma VERGONHA com a cidade de Pelotas, na minha opinião, esse descaso!!!

Não sei de quem é a culpa, mas não tinha um quiosque com informações de turismo. E tinha de tudo nesta feira, de tudo mesmo: móveis, construção, consórcio, loja esotérica, fotos, ...!!!! E veja que ainda me esforçei e ... nada!!!

Ah essa altura já estava ficando aborrecido com a viagem e então fomos comer uns doces.

DOS DOCES

Pra combater essa indignação, deslocamo-nos para a região dos doces.

O compadre tá aí? Olha, se tua vida tá azeda, lá é um local que muda tudo.

É doce de tudo quanto é tipo, por R$ 0,75 cada um. Pechinchamos num estande e levamos 20 por R$ 12.

MAIS DA FENADOCE

Circulando pela feira já de barriga cheia e mais docinho, entro no Museu do Doce. Lá uma bela e formosa mulher, chamada Daniela, que trabalha na biblioteca pública, realiza uma excelente apresentação, com boa-vontade sobre as fotografias expostas e como descobriram, quase por acaso, a presença de doces pelotenses no início do século lá no Rio de Janeiro.

Falando em formosa, também não posso deixar de elogiar a beleza da rainha da festa, a bela Denise, com trajes típicos de época.

Além das belas mulheres outras coisas não passaram desapercebidas de minha percepção:

  • Em todo o espaço da feira haviam cestas de lixos com separação dos tipos, o que achei algo bastante educativo e de respeitável iniciativa.

  • Outra coisa curiosa foi ver no pulso de uma expositora uma coleira amarela. Perguntei o que era e me falou que era sua credencial, que somente poderia ser retirada do pulso dali a 20 e tantos dias...

    Pois tu vê só guria. Dá pra acreditar que, a quase dois anos da virada do século, ainda exista isso? Tá certo que se for um crachá alguém pode passar pro outro e tudo mais, mas um bracelete AMARELO que só pode ser retirado 20 dias depois? Ufss!!!

A saída foi vexaminosa.... Não é direto na estrada, fizemos um percurso de mil a dois mil metros, numa estrada de terra (que na chuva vira estrada de barro), sem iluminação, segurança, e claro, pelos fundos!!! Pois um breu dos horríveis que faço questão de registrar aqui! Mas que diacho, seo! Sou turista, me trate bem que volto aqui todos os anos e com toda a família.

Pois já andava com as marcas quentes (bravo) e ainda mais essa?

SÁBADO

Pois olha, guria, parece que as coisas começaram a melhorar...

Aquela chuva danada foi-se e ficou um diazinho nubladito, mas agradável de se passear. Turista tem que ser assim mesmo: não pode arrepiar pra tempo feio, tem que encarar para ter estas surpresas!

(espera aí... atendi a Caroline, uma francesa que veio ao Brasil concluir um trabalho sobre a música gaúcha... legal né? O esposo dela, gaúcho, é primo do Pedro Ortaça...pois então? Ah, e ela é lindaça!)

Chacoalhei a gurizada e fomos caminhar pelo calçadão de Pelotas.

Bueno, aqui o panorama começa realmente a mudar e pra melhor!

Comprei uns chinelos de couro forrados com pele de ovelha por 8 pilas, com o seo Bacelar, em pleno calçadão. Figura muito amável, vai estar na Expointer. Aproveita, vai lá e compra que tenho gostado uma barbaridade deste forro de ovelha... que é bem quente!

Não sei de onde vem essa fama de doces de Pelotas, mas imagino que seja da aristocracia que viveu pelaqui no início do século e que gostava de comer bem.

Pois entramos na confeitaria Otto, bem no centro da cidade. Olha tchê, é com brilho nos olhos que me lembro de lá. Chocolates, doces cristalizados, doces de damasco, castanha, côco, turquesa, amanteigados, chocolate, chás, confeitos, diets, conservas, compotas, balas, bolachas, uffss... uma barbaridade de coisas de comer e todas... gostosas. Não deixe de ir quando vier a Pelotas, é numa pequena travessa do calçadão e vale a pena!

A HISTÓRIA DE PELOTAS

Mas na verdade, o que viemos fazer em Pelotas foi conhecer um pouco de sua história... Como em Gramado a diversão era cachoeiras e detalhes românticos, aqui é conhecer a metrópole cultural e econômica do estado do início do século.

Pegamos o carro e fomos em direção ao Museu da Baronesa. Já na passada, avistamos o Asilo de Velhos, que é uma arquitetura prá lá de lindaça. Vale a pena ver.

E então chegamos ao...

MUSEU DA BARONESA

Ei guria: vai buscar um café. Essa carta é comprida uma barbaridade, mais do que esperança de pobre, mas vale a pena lê-la toda!

O Museu na realidade é um parque que envolve uma grande área em redor da construção que deveria ser os jardins da moça, alguns prédios de staff e mais uma gruta.

Quando a gente entra nele sente um arrepio: pela boa conservação do local é possível VIVER o ambiente do início do século.

É I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E.

É sensacional. O clima ainda se mantém idêntico.

Pagamos um real por pessoa (uma miséria) para passear e sermos ciceroneados no Museu e conhecer cada detalhe. Não é permitido tirar fotografias em seu interior, mas... a visão de peças do início do século, as camas, as poltronas conversadeiras, os bancos de namorar - hahahaha, só vendo - , os azulejos das paredes, os baús pintados à mão, os trajes, tudo tudo é sensacional com um ADICIONAL: o Museu tem prospecto que é vendido por um real, para ajudar a custear suas necessidades.

TCHÊ: se tu vens a Pelotas, vem ao Museu. Larga todo o resto, que ainda não descrevi e é maravilhoso, mas visita o Museu.

Pois eu tanto gostei dele que resolvi criar a "Página Não-Oficial do Museu da Baronesa" para apoiá-lo. Visite a página e conheça um pouco mais do que vai encontrar, porque só ao vivo tu vais sentir o que é aquilo lá, tchê!

Tu vais perceber como as portas eram largas, para poderem passar os vestidões. Vais ver os azulejos ingleses de 1913. Uma calculadora do início do século. E mais: aqui tem o telefone dele: (0532) 28.4606.

E não posso deixar de destacar o desempenho excepcional da Eliane, Jacira e Cleusa no atendimento aos visitantes. Ô seu secretário da cultura: dê um aumento pra essas gurias, pois elas foram demais conosco, inclusive orientando-nos para outros pontos de visitação que seu inexistente quiosque de turismo na fenadoce não nos passou!

Se vocês lerem este texto gurias: Um abração bem gostoso de toda a família aqui de casa que adorou gastar aquela manhã com vocês!!!!

OBELISCO

Então, refestelados (ah, complicadinha essa, hein) com esse banho de cultura reiniciamos nosso passeio rumo à praia do Laranjal. Para minha surpresa, mesmo as crias acostumadas a Spice Girls e Leonardo DiCaprio, emocionaram-se com a visita ao museu.

Passamos pelo Obelisco do Movimento Republicano, que é uma homenagem a memória de Domingos José de Almeida, grande lutador pela causa farroupilha.

Largado na estrada, sem um trato adequado, lá está um marco da história do Rio Grande jogado ao limo (ou limbo?).

PRAIA DO LARANJAL

A praia do Laranjal é uma coisa de primeiro mundo.

Bastante aprazível, o local tem calçamento, tem calçadão, tem shopping, tem bares, tem árvores na beira da praia, tem quiosques, tem areia fofinha, tem uma água calminha como somente em rio e lagoa a gente encontra... É um lugar lindaço que vale a pena passar um veraneio.

E é bem diferente de água do mar... ah aposto que tu vais gostar, pois não tem onda, repuxo e coisa e tal... é tranquilo :-)

O lado cômico da praia é sua estrada. Ela é muito boa, em alguns trechos mão dupla mas... tem umas placas com dizeres bem, no mínimo, curiosos:

  • "campeã de acidentes no verão",
  • "cuidado: tu podes morrer ou matar alguém",
  • "o motorista a tua frente pode estar embriagado" ou ainda
  • "gurizada, a vida pode ser longa".

Confesso achar que foi de extremo mal gosto citar que posso matar alguém, ou que o sujeito que vai em minha frente está bebâdo ou suscitar a idéia de que minha vida "pode" ser longa. Ts, ts, ts....

Ainda na volta fizemos uma passada pela União Gaúcha Simões Lopes Neto. A mais antiga entidade tradicionalista existente no estado, está localizada na Av. Engº Ildefonso Simões Lopes, 531. Realizamos um pequeno passeio lá dentro, mas o barro do dia anterior deixou o local impraticável para uma caminhada.

O almoço foi na churrascaria Lobão, na av. Bento Gonçalves. Excelente. R$ 12 por pessoa, mas serviço de primeira, com picanha à vontade e uma mesa de saladas muito boa. Boa mesmo.

Entonces na parte da tarde saímos a conhecer os casarões e a parte histórica da cidade.

Em primeiro, a biblioteca pública ao lado da prefeitura. Ela é de 1888. Já pensou? Uma beleza e não foi possível entrar porque ... estava fechada, é claro. Olhando pela página de Pelotas na internet o interior dela é sensacional.

Uma outra coisa esplêndida de Pelotas: é uma cidade LIMPA!

Eu a tropa ficamos impressionados com as ruas tão limpinhas e agradáveis de caminhar. As calçadas são estreitas, as ruas largas - pras charretes circularem a pleno-, as portas largas - pros vestidos das madames não roçarem nos marcos.

Outra coisa que nos surpreendeu foi a quantidade de centros espíritas. Não é da minha área, mas também foi algo que chamou a atenção.

Ah, bueno, não podemos só malhar os governantes. TODAS as ruas tem placas nas esquinas com o nome da rua e uma pequena descrição de quem foi etc e tal. Isso é interessante e educativo.

Também tem na cidade um serviço de moto-táxi - deus me livre. Eles andam com uma jaqueta escrito MOTO-TÁXI e tem gente que se arrisca. Bah.

DOS PONTOS TURÍSTICOS (?)

A interrogação acima é uma graça. Afinal, a Fenadoce é uma isca para os turistas irem até Pelotas e conhecerem a cidade, deixarem uns pilas por lá em troca de conhecer a história do estado, e coisa e tal.

Bueno...

Gostamos muito de ver a Igreja Cabeluda, assim chamada porque as plantas subiram por toda sua fachada formando uma imagem muito pitoresca e curiosa. Mas sábado estava fechada.

Entonces fomos ver o Clube do Comércio, outro prédio majestoso, mas... mas meio arruinado por fora pela interpérie e... pela falta de dinheiro para conservá-lo?

Vimos também os teatros próximos da praça, mas somente por fora.

A sensação mesmo estava reservado para o final:

O CASTELO!!! O CASTELO!!!

Um Castelo no Pampa, como bem escreveu o Luiz Antonio (o Assis Brasil, tchê!!! Vai comprar o livro dele, ora essa). Na verdade, o castelo citado por Assis Brasil fica em Pedras Altas, próximo a Bagé. Mas este daqui também é bueno, hein?! Vai depois ver as fotos.

Bueno, em pleno sábado bonitaço, o castelo fechado a visitação. Pior ainda, bem mal conservado. Mas bota mal nisso, pelo que conseguimos enxergar de fora. Mas que diacho!!! Isso não é justo, não é correto. Fazer isso com a história do Rio Grande. Se fosse por dinheiro, quero dizer que cada um de nós pagaríamos 3 pilas ou o que fosse, para entrar lá dentro. Daí podem vender uns folhetos explicativos, mais uns trocos. Depois mais um tanto com a camiseta do Castelo no Pampa!!!

MAS GENTE!!!! Te acorda bagualada e não desprezem tudo isso que vocês tem ao natural. Tudo em Gramado foi construído de forma artificial e os pilas chegam faceiros, faceiros... E aí em Pelotas, que já está tudo pronto?!!

E TU PENSA QUE ACABOU?

Indignados com a situação, resolvemos ir ver a Estação Férrea, uma construção inglesa do início do século... Bueno, acredite:

Ela estava emparedada!! Lacrada com tijolos nas portas e janelas!!!

É VERGONHOSO!!! É UM ABSURDO!!! É INFAME!!!!

Pelotenses, o que é isso???

Vocês deveriam ser um dos municípios mais orgulhosos do estado, tamanha a cultura e história que detém e... me abandonam justamente o ouro de vocês assim?? A lo largo, atirado no mato??

Existe um terraço que provavelmente seria onde o pessoal ficava bebericando um chá no aguarde do trem. Com murinho e tudo o mais... jogado, jogado ...

Transformem num restaurante, num museu, num algo qualquer... Nós queremos viver aqueles tempos, queremos entrar lá e sentir o clima do início do século... Mas que diacho, que barbaridade!!!!

DA VOLTA

Bueno, com sol a volta foi uma belezura só. Rapidito, ainda mais quando se entra no trecho administrado pela MetroVias - parabéns, hein, bom serviço!

Ah, ia me esquecendo: conheça as instalações da Escola Técnica Federal de Pelotas. Devem ser uns dez quarteirões mostrando como realmente Pelotas respira cultura.

Nos finalmente, deixo aqui uma excelente dica de visitação cyber:

http://www.pelotas.com.br - uma das mais bem feitas e belas páginas que já vi na net, mantida pela prefeitura

CONCLUINDO & IMPLORANDO

Pelotenses. Povo gaúcho e brasileiro em geral.

Ela é uma cidade de visitação obrigatória. Muito mais do que Gramado e Canela, que são esplêndidas, mas Pelotas detém muito do nosso passado e cultura.

É inadmissível que fique ao abandono nosso passado histórico assim dessa maneira.

Choro por ti Pelotas.

Choro por ti Rio Grande, que vai perdendo teu passado, assim no más.

A história é importante para que possamos compreender o passado, evitar os erros, aprender com as correções, e pelaí vai.

Pelotas, deixa-me chorar e tu, tu te ergues!

Te transforma num grande centro turístico, tens tudo para isso. Praia, história, doces, e tudo o mais. Mas pelo amor de Deus, pelo menos um prospectozinho pra um turista como eu garante na próxima vez.

Baita abraço linda e xispa ali pra baixo namorar as fotos.

Cordialmente

Cohen

PS: Um abraço maior ainda ao pessoal ao pessoal da turma de Pelotas que forneceu as dicas de onde visitar: José C.S.Vidal, a Arita, o Renato Allemand, o Minduim, o Rodrigo Martins, o Vinícius e a Ju-li-ana Brum Medeiros!!!