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Aos motociclistas

Prezados colegas tropeadores de cavalos de aço... Esta foi minha primeira viagem a pagos estrangeiros e quero compartilhar c'os amigos alguns preparativos importantes que realizei.

Mais importante: seguro carta-verde para as motocicletas. Todos os postos de polícia onde fui parado sempre pediam isso. Provavelmente por que sabiam que a Sulamérica suspendeu esse tipo de seguro. Minha indicação: HDI Seguros. Procure a filial mais próxima com alguns dias de antecedência.

Das coisas que levei comigo:

Vestuário: balaclava, bermuda, blusão leve, cachecol, calça de couro, calça jean, 3 camisetas, 2 camisetas de física, capacete fechado e outro aberto, chinelos, cinta lombar, botas extras, 3 cuecas, ceroulas, lenço para pescoço, luvas de couro, luvas de lã, luvas de cozinha (para usar na chuva), 3 pares de meias grossas e 3 pares de meias finas, moleton, óculos escuros, óculos amarelo para a noite, roupas de chuva, tênis e toalha.

Higiene: creme dental, escova de dentes, desodorante, lâminas de barbear sabonete e shampoo. Tudo acondicionado em um recipiente plástico desses de R$ 1,99. Principais vantagens: vai tudo junto e não entra água.

Farmácia: (não usei nada, mas nunca se sabe) anti-inflamatório (voltaren), descongestionante nasal (aturgil), gelol, protetor solar, paracetamol para febre e anestésico (tylenol).

Ferramentas e utensílios: alicate de corte, arame, duas aranhas (teias para prender coisas), aborrachinha, chave reserva, 2 chaves de fenda, elásticos para fixação, graxa branca, chave de boca, saco plástico, silver tape, pano, canivete, lacre e multi-ferramenta. Quase nada usei, exceto o material para fixação. Em todas as cidades tinha concessionária Honda, caso precisasse (e precisei, hehe).

Extras: câmera digital, caneta, cantil de cachaça, carregador de bateria, frasco de água (melhor de gasolina mesmo!), mapa, tripé para a câmera e gravador digital de voz.

Comida: chocolate, amendoim, balas e chiclet. Os primeiros para o frio e o último para salivar, manter a atenção e ficar acordado em longas reeeeeeeeeeeeeetas.

Lembretes

Moeda local: É bom trocar na fronteira, onde as duas moedas (peso e real) são fáceis de achar e por isso baratas. Pagar gasolina, pedágio, cacarecos, tudo fica mais fácil em peso. Mas a maioria dos postos aceitava cartão de crédito, assim como os hotéis.

Hotel: se não for muito exigente, é possível achar fácil quartos. O melhor sempre é double, duas pessoas, onde o preço fica mais em conta.

Café da manhã: não os estranhe, pois do lado de lá não é do tipo americano, lotado de coisas nas mesas. Em geral, pão com manteiga, a tradicional meia-lua (croissant pequeno) e outros.

População: todos muito cordiais e interessados em ajudar os turistas. Em especial, gostam de motos grandes, pois existem poucas por lá (nos trajetos em que andei).