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18 de setembro de 2006

Outra manhã ensolarada. Magnífica para subir a serra de Córdoba até um lugar especial que conhecerão adiante. Desta vez, El GDM acorda e encontra Diabolin, legítimo caudilho, mateando no campo do hotel. Ouve dele uma retumbante frase de Güiraldes:

"- Se és gaúcho às deveras, não hás de mudar, porque, aonde quer que vás, irás com tua alma por diante, como madrinha de tropilha." El GDM não entende, mas também não questiona.

Os amigos miram o destino - acima, na serra - e dão o último adeus à Villa. Ao cruzarem por uma praça à beira-rio, anotam o gosto argentino por aviões.

        

A subida da serra é íngreme. E bonita. Vão devagar no repecho, pelo lançante, de modos a recuperarem o tempo perdido na planície. E nossos viajantes parecem gostar, por que inclinam-se nos caminhos, param a todo o momento. Encontram uma gauchada rumo à lida e trocam cumprimentos e gentilezas. Assim é.

                 

El Condor

O ponto alto na serra é o paradouro do sr. Fabián Ramallo. Lá em riba, nossos dois personagens encontram, sob vento intenso, uma proteção dentro do restaurante com mirante. Fabián é um biólogo que dedicou boa parte de sua vida a repovoar a região com condores. À época que chegou, somente trinta pássaros destes viviam por ali. Hoje são mais de trezentos. Fabián indica um site que, infelizmente, está indisponível no momento (www.fundacioncondor.org.br - Fundación Condor).

                 

O anfitrião serve um licor muito bueno. Viajou por todos os cantos, até no Japão para explicar seus métodos. Faz questão de mostrar artigo publicado em revista de Buenos Aires, deste mês (setembro/2006) sobre seu trabalho com o condor. Vive de maneira simples, mas é um sujeito muito alegre e vivaz. Chegam visitantes para almoçar. Neste momento, El GDM despede-se de Diabolin. Este irá na direção de Rosário e GDM dá cara-volta pelo caminho trilhado. Seguem os parceiros seus rumos, mas agora, escoteiros.

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Rumo a leste, ao Rio Grande do Sul

  

GDM decide tocar sempre, até a cidade de Santa Fé, do lado de cá do rio Paraná. O tiro é longo, visto que é necessário descer toda a serra e apontar pro lado do leste. E vai. E vai. E vai. Chega em Santa Fé pelas 19:00. Cerra a noite.

Chô-mosca! Admira-se com o tamanho da cidade e a beleza da região beira-rio, onde encontra muita gente caminhando e fazendo jogging. O cenário é muito diferente de Porto Alegre, onde neste horário a população fica sumida feito mula aguateira escondendo-se da violência e bandidagem.

        

Após fitar por algum tempo esse estranho cotidiano, El Cohen decide-se em seguir viagem mais até Paraná, a 20 quilômetros, onde conhece o Hotel Paraná. E é lá que pernoita, com o corpo ressequido feito charque, para seguir viagem no dia seguinte.



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