SÃO GABRIEL
Terra de Marechais
Princesa das Coxilhas

Como chegar lá

Bamo começá?!

Pois toda a trama foi decidida quando o doutor Marcelo Chagas, o melhor homeopata da cidade de São Gabriel, ficou insistindo para que fossemos visitar a cidade e prestigiar a 8a Estância da Canção Nativa.

Esperto que só ele, acertou com a rádio Batovi uma hospedagem para nosotros, de formas que, fora os seis rolos de filmes fotográficos, a gasolina dos 1.200 kms, a compra de uma nova câmera fotográfica, os presentes pras crianças, os postais pros familiares, o rango, e tudo mais, o passeio ficou barato.

Por deus e um patacão que foi uma viagem excepcional.

De antemão, conversei com São Pedro e ele me fez uma gentileza: no dia anterior a nossa viagem, lavou as estradas com uma chuvarada macanuda, que criou aguada em tudo quanto era beirada de caminho, garantindo um corredor limpo pra cruzarmos os pagos com meu pingo Lafayette e minha prenda Jaqueline até a terra dos marechais.

Jogando conversa fora e na expectativa do que nos esperava por lá, galopamos quatro horas cruzando os 350 kms que separam Porto Alegre de São Gabriel.

Uma parada lá adiante, después de Cachoeira, para comer alguma coisita no restaurante do Laranjeiras, a 211 kms de Porto Alegre...limpo barbaridade e bem atendido, pra surpresa nossa, por que geralmente beira de estrada não tem os lugares mais agradáveis de se parar.

Mina, a traidora!

No caminho resolvi bater a primeira fotografia: uma coxilha repleta de ovelhas, mas que tal?! E não é que a Mina (minha câmera fotográfica Minolta) emperra na primeira foto? Eu com seis rolos de filmes pra gastar e ela me apronta essa?!

Urghhsss...

Decepcionado e de cara amarrada nos 100 kms restantes, me fui manheiro até São Gabriel, onde chegamos por umas cinco da tarde.

A primeira cousa foi correr pelo comércio da cidade a cata de um consertador de máquinas... qual, nadicas. Apesar de ser uma cidade de 60.000 habitantes, meo graúda portanto, não tinha.

Entonces bamos a comprar uma... bueno, só tinha daquelas instantâneas que nem graxaim iria querer roubar (graxains são uns bichanos do tamanho de um cachorro que gostam de roer cordas, comer aves domésticas e roubar os chinelos do seo Barbosa Lessa durante a noite, segundo o próprio).

Minha sorte foi levar a câmera filmadora Sony Handycam que achei perdida e jogada num cantão aqui do rancho. Não sou muy ligado nisso, mas poder colocar na Página do Gaúcho um tantão do festival seria macanudo.

E eu nem imaginava que ainda filmaria o seo Telmo de Lima Freitas, cantor do Esquilador, ensinando a fazer nós de lenços, o show do Luiz Marenco, do Leonardo e do Neto Fagundes.

Sexta a Noite, começa o festerê

Começou o festival com eliminatórias das músicas.

Na 5a-feira já ocorrera o campeonato interno municipal, para ver quais iriam concorrer com as graúdas, mas... isso é cousa que vou contar no próprio link da Estância que é aqui mesmo.

Me desculpe se na 6a-feira nã tem foto alguma da viagem, mas nos dias seguintes esbaldei pintando as páginas dessa viagem lotadas de fotografias de tudo quanto é lado da cidade, graças a nova máquina, uma tal de nilcon, nikon, nemcom, sai-pra-lá ou cousa assim...

Te mexe, que tem mais gente na roda do mate.




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