Página Não-Oficial do Teixeirinha
Reportagens


O Rei do Regionalismo
O Pensamento de Teixeirinha



"Não sou um professor de folclore. Sou um pingo d'água dessa vertente maravilhosa que são os poetas populares do interior do Rio Grande. Não me considero um ídolo, sou um cantor do povo, porque não posso fugir às minhas origens. Sou uma vertente de água cristalina, sou a fonte das pessoas. Não sou uma água de torneira, como a das cidades."

"Em meu programa de rádio Teixeirinha Amanhece Cantando eu acordo o povo que constrói o Brasil, o povo simples, sofrido, que me aprecia e com quem tenho compromisso. Respeito o meu público. Recebo de nove a 10 mil cartas de fãs por mês e tenho duas secretárias para responder a essa correspondência porque ninguém fica sem resposta."

"Tem coisas em que você nem acredita. Um dos produtos que eu anuncio é para o figado. Pois as pessoas chegam na farmácia procurando 'o remédio do Teixeirinha' e os balconistas vendem o remédio certo. Gosto muito de anunciar remédios. E vou contar um segredo: sempre quis ser médico. Mas de fazer operação. Queria ser um médico receitador."

"É a mulher que domina o homem, leva para o lado que quiser. O homem domina o leão, que é o rei das selvas, mas não domina uma mulher."

"0 gaúcho é um brasileiro igual a qualquer outro. Eu quero dizer a esses gaúchos que se excedem no culto à tradição, fazendo fronteira de seu Estado, que isso é um bairrismo bobo, um provincianismo bobo. Ser gaúcho não é andar de espora, nem tomar chimarrão, nem usar bombacha. Ser gaúcho é ser nascido no Rio Grande do Sul. E ninguém nasce de bota e espora, pois já nasceria ferindo a mãe."

"Não penso em fazer sempre uma coisa só, mas não vou fugir nunca das histórias que povo gosta. Leio e conheço as críticas que me dirigem, mas para cada um que diz que não gosta de mim aparecem mil que me aplaudem. Meu negócio é trabalhar para o meu público, para quem realmente vai aos meus shows, ouve os meus discos, vê os meus filmes e gosta de mim."

"Eu sou 'grosso'? Talvez. Eu posso cantar o 'grosso' também. Outro dia eu vinha pela rua da Praia e vi um colono, de chapelão, perdido, sem saber o que fazer, e dois rapazes, filhinhos de papai, gozando com a cara dele. Então eu fiz uma música dizendo para esses meninos que, afinal, sem o colono, eles não iam ter o feijão e a batata na rica mesa deles."

"No meu colchão ela (Mery Teresinha) não voltará a dormir, porque a minha vergonha é maior que a desgraça que ela me causou. Mas não me sinto desonrado porque não éramos casados."