Poesia Gaúcho  

Ruben Sofildo da Silva
gentileza de Paulo Eleutério

Gaúcho é filho do pago
Que ama e zela esta terra
Fronteira, missões e serra,
Campanha e litoral,
Recantos do mesmo ideal,
Onde se vê o céu azul,
Os rios, a mata, a flechilha,
Mas tudo é chão farroupilha
Tudo é Rio Grande do Sul.

Gaúcho não é ser grosso
Ter botas, esporas e mango
Usar lenço chimango,
Atado frouxo ao pescoço,
E andar fazendo alvoroço,
Comprando qualquer parada,
Gaúcho é ser idealista,
Peleiar só por conquista
Em defesa da terra amada.

Gaúcho é nome e herança,
Que os bravos heróis nos legaram,
Que muito mal empregaram
Não compreendendo por certo
Gaúcho é altivo, esperto,
EspontÉneo, inteligente,
Respeitador bom amigo,
Mas quando encontra o perigo,
Costuma chegar de frente.

Quem foi Bento Gonçalves?
Quem foi David Canabarro?
Não foram estátuas de barro,
Nem pobres leigos sem eira
Quem foi Pinto Bandeira?
Eu nesses versos lhe digo,
Com altivez e estoicismo,
Foram a nata do gauchismo,
Do nosso Rio Grande amigo.


Abaixo uma prévia do prefácio, escrito por Ruben Dario Soares, poeta regionalista, (Cruz Alta, 25 de novembro de 1986).

Rubem Sofildo da Silva, era filho de Joaquim Alejo da Silva e de Constantina Garcia da Silva, nascido e criado em Itaqui (RS). Era poeta de seu chão, amante inconteste de sua terra; foi animador de programas tradicionalistas em Santa Rosa, Santo Angelo, Ibirubá, Cruz Alta e ultimamente vinha atuando na sua terra natal, Itaqui (RS).

Ele partiu no dia 04 de Janeiro de 1984, com 50 anos de idade durante o 29.o Congresso Tradicionalista Gaúcho em Itaqui, quando realizava uma ligação elétrica em alta tensão caindo violentamente fulminado. O acampamento perdeu a vida, e o Congresso não teve o êxito esperado dado ao enfausto acontecimento.

Recebas um forte abraço deste chiru aqui da fronteira,

Paulo Eleutério - Itaqui(RS).