flamingos

No extremo sul do Brasil, a costa do Rio Grande do Sul apresenta uma planície costeira arenosa, formada nos últimos avanços e recuos do nível do mar, relacionados às glaciações cíclicas.

Separando a Lagoa dos Patos do Oceano Atlântico, um trecho de restinga bem preservado compõe-se de banhados, matas nativas, campos de dunas, lagoas e praias oceânicas e lagunares. Essa diversidade de habitats, a abundância alimentar e a calma local permitem a coexistência harmoniosa de muitas espécies, caracterizando a região como um refúgio de aves.




Sucessão de Ambientes

Sucessão de ambientes em uma vista aérea a partir do continente em direção ao oceano.




Rotas migratórias

A Lagoa do Peixe tem comunicação com o mar, e suas águas rasas atraem 26 espécies migratórias do Hemisfério Norte e 5 espécies vindas do Sul, como o Flamingo. Além de contar com 182 espécies de aves, cada ambiente abriga plantas e animais característicos perfeitamente adaptados às condições do meio.

O Parque Nacional da Lagoa do Peixe foi criado em 6 de novembro de 1986, com o objetivo de preservar amostras representativas desses ecossistemas costeiros, permitindo a continuidade do ciclo de vida das aves migratórias.

Abrangendo porções dos municípios de Mostardas, tavares e São José do Norte, sua área totaliza 34.400 hectares, com cerca de 62 km de extensão e 6 km de largura, em média.

Sua importância internacional foi reconhecida através da inclusão na Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limnícolas, na reserva da Biosfera (Unesco) e Convenção de Ramsar.



(tela principal: http://www.paginadogaucho.com.br/lpeixe)