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Saudades do Rio Grande

Fonte
Gentileza de Paulo Neis.

Diz que, tendo vindo o gaúcho passear no Paraná, foi convidado para tomar mate na casa do paranaense.

Este, por sua vez, mais louco para pregar-lhe uma peça, esquentou a água até avermelhar o fundo da cambona.

Na hora de servir, desceu a água pela bomba, para que esta ficasse ainda mais quente. Passou a cuia para o visitante, que imediatamente deu-lhe uma sorvida com muita vontade.

O gole, desceu queimando desde o beiço até a alma do gaúcho, que para não perder a compostura, engoliu quieto apertando os olhos, donde escorriam lágrimas de dor.

O paranaense então perguntou:

- O que foi, gaúcho!? Por que choras?

E este, com a incrível cara-de-pau que lhe foi legada por Deus, respondeu em forte tom de recordação:

- Saudades do meu Rio Grande...!