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Outras anedotas de gaúcho

Coisas do diabo

Gentileza de Glauco S. Fornari
Estava o Gaudério em sua estancia trabalhando, quando olhou para o relógio e exclamou assustado!

- A las frescas! To mais atrasado que tartaruga em desfile de lebre! O fandango começa daqui a pouco, tche!!

Apressadíssimo, o gaúcho correu para a casa e no caminho falou pro guri que trabalhava na fazenda:

- Piá! Encilha ligeiro um animal pra mim que eu to loco de atrasado pro baile!

E o menino fez o que o Gaudério mandou. O gaúcho montou e se mandou correndo para chegar em tempo no baile. No caminho resolveu pegar um atalho que, diziam, tinha assombração. Mesmo assim ele não quis saber. De repente, no meio do mato, surgiu o diabo, o capeta em pessoa. O gaudério, mais branco que lenço de padre, se cagou todo:

- Coisa ruim! Por favor não me mate, tche!

- Calma gaúcho - respondeu o tristonho - Pelo contrário, vou te conceder três pedidos. Peça o que quiser.

- Ah, é assim? Pois então:

1) QUERO TER UM ROSTO DE GALÃ DE CINEMA,
2) QUE A MINHA GUAIACA FIQUE CHEIA DE DINHEIRO
3) E UM ORGÃO SEXUAL IGUAL AO DESTE ANIMAL QUE ESTOU MONTANDO!

- Pode ir pro baile - disse o demo - vou te atender os desejos.

E o Gaudério chegou no fandango, atiçado. Foi pro banheiro conferir o resultado dos pedidos. Primeiro olhou no espelho e tava com o rosto do Tom Cruise. Depois abriu a guaiaca e era dinheiro que não cabia mais. Finalmente baixou a calca pra conferir o terceiro pedido:

- "PIÁ DE MERDA!!! ME ENCILHOU A ÉGUA!!!"

Lógica gaudéria

Gentileza de Luiz Emilio Duarte Speck
O peão entra num bar chique, destes com homem de brinco e mulher de cabeça raspada, vai lá para um cantinho do balcão, pede uma cachaça e fica só bombeando o movimento e bebericando sua fortinha.

Daqui a pouco senta ao lado dele uma guria com um jeito meio esquisito, pede uma vodca e puxa assunto com o índio véio.

-Tu é peão de estância mesmo?

-Eu sou. Nasci numa estância. Me criei lá. Laço, pealo e gineteio. Capo touro e cavalo. Marco o gado. Mato e carneio. Faço de tudo numa estância. Aí o gaúcho estufa o peito e começa a cantada.

E tu guriazinha bonita? Que que tu fazes na vida?

-Qualé meu! Eu sou lésbica.

-Lésbica?! Que que é isso?

-Eu gosto de mulher. Levanto pensando em mulher. Trabalho pensando em mulher. Almoço pensando em mulher. Deito pensando em mulher. Durmo sonhando com mulher. É isso. Tchau!

A mulher levanta e vai embora meio braba.

O peão fica ali. Termina a cachaça e pede outra. Fica matutando entretido com os pensamentos. Nisso senta outra gatinha ao lado dele. Ele fica meio desconfiado, mas fica na dele. Aí a guria pergunta:

-Tu és peão de estância, dos legítimos?

Ele olha bem prá ela, faz uma pausa conferindo o raciocínio, e tasca: -Pois olha, até a bem pouquinho eu era. Só que agora descobri que sou lésbica.

O galo Gaudêncio

Gentileza de Dino Rogério
Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo para produzir ovos. Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na agropecuária e diz para o vendedor:

- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas galinhas.

O vendedor responde:

- Quantas galinhas você tem?

- No total, 180, diz o fazendeiro.

Então o vendedor puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem no peito dos Rolling Stones e diz para o fazendeiro:

- Leva esse aqui, o Alberto, veio do Rio de Janeiro, ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro. O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda...cai frito. O fazendeiro olha e diz:

- O que me vendeu este vendedor filha da puta? Este galo comeu duas galinhas e capotou.

Então, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o vendedor e contou para ele o que aconteceu.

O vendedor se desculpou e puxou outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos cinzas e tênis da Nike. E diz para o fazendeiro:

- Esse daqui é o Fernando, o melhor que tenho, mandei vir especialmente de São Paulo. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.

O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra: o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando está bombeando a Quarta,, cai morto no meio do galinheiro. O fazendeiro, emputecido, pega o galo pelas patas, se manda para o povoado, entra porta adentro na agropecuária e diz para o vendedor:

- Escuta aqui filho de uma ronca e fusca, é o segundo galo que tu me vende e que não presta para nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta merda, sacou cara!!!

Então o vendedor puxou um galo de merda, pelado, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul claro com os dizeres "Tomo chimarrão e daí?" e diz ao fazendeiro:

- Olha, é só o que me resta. O nome dele é Gaudêncio e veio para cá por engano num barco que vinha do Rio Grande do Sul.

O fazendeiro, puto da cara, leva o galo pensando:

- Que caralho vou fazer com este galo gaúcho e fodido...

Chegando na fazenda solta o Gaudêncio no galinheiro, o galo joga a camisa para um lado e sai enlouquecido comendo as 180 galinhas.

Dá uma respirada e come as 180 de novo. Sai correndo enraba o pastor alemão, ai o fazendeiro pega ele, da dois sopapos para acalmá-lo e tranca ele na gaiola.

- Porra, é um fenômeno este galo!!! Pensa o fazendeiro.

E as galinhas enlouquecidas com o Gaudêncio, que o Gaudêncio isto..., que o Gaudêncio aquilo..., e com você o que que ele fez..., e comigo ele fez tal coisa... loucura total, todas as galinhas querendo ir de muda pra Porto Alegre.

No dia seguinte solta o bicho de novo, o Gaudêncio sai levantando poeira, dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra no caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e duas vacas.

O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.

- Que galo filho da puta! Vai me cobrir a fazenda inteira!!!, diz o fazendeiro.

No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada...

- O Gaudêncio FUGIU!!!

Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas de bunda para cima fumando e assobiando, lá fora o porco com o cu pro sol, as duas vacas deitadas no chão falando do Gaudêncio, o cachorro com a bunda arruinada,...e pensa:

- Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!

Então pega o cavalo e sai procurando o Gaudêncio sem descanso, seguindo a pista deixada por ele (cabras suspirando, bodes passando Hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curando as hemorróidas... até que, de repente, a distancia, vê o Gaudêncio caído no chão....

Uma cena desgarradora!!! E os abutres voando em círculos, e babando de fome.

Quando viu os abutres sobrevoando em círculos, o fazendeiro entendeu a situação:

- Nãããoooooo, Gaudêncioooooo...... Morreuuuu o Gaudênciooooo!!!

Uma vez que encontro um galo de verdade.... E no meio do lamento, cuidadosamente o Gaudêncio abre um olho, olha o fazendeiro e assinalando os abutres, pisca e diz:

- Shhhhhhhhhhhist!!!! Te acalma Tchê, que eles tão quase descendo...