Edição 2001


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E que tal?!

Pois olha guri, guria... Viajei 650 kms até Uruguaiana e não me arrependo nem um pouco.

Primeiro, por que a cidade é recheada de gente fina barbaridade. Se eu gostava bastante da região missioneira devido a hospitalidade dos viventes de lá, quero dizer que a fronteira nada deixa a dever!

Segundo, por que sempre um grande festival de música tem uma magia... São os músicos ansiosos pela apresentação e depois pelo resultado; é o movimento do povo pra lá e pra cá; o pessoal da filmagem e luzes; o seu Zé vendendo cachorro-quente pra turma que chega esfomeada e pelaí se bamo.

De prima, eu quero dizer que achei as instalações precárias. As cadeirinhas que nos ajeitaram me lembraram por demais o meu curso de psicologia na Ufrgs. Elas eram de plástico e e o encosto até a altura de dois palmos acima da cintura. Pois não suportava nada, nada...

Em segundo lugar, o local foi arrumado debaixo de uma tenda e BEM na frente do palco, tinha uma coluna suportando a dita cuja. Bueno, o músico era obrigado a cantar do lado de lá ou de cá, por que no meio era brabo.

Segundo, eu não fui reconhecido pelo pessoal, de tal forma que tive que pagar os 3 x 2 (eu e a patroa) x R$ 5,00 de todas as noites... Hehehe, pois até que foi barato.

Também me pareceu estranho existirem várias mesas depois das cadeiras reservadas e que eram utilizadas mais pro pessoal sentar feito baile. Mas o que problema é que aos arredores o povão todo de PÉ assistindo ao festival. Entonces criou um clima meio estranho. Não vai daqui uma crítica, por que só quem está lá é que sabe o trabalhão que dá organizar. Mas é uma constatação.

Tá bueno, chega de reclame?

Do lado bom...

Bueno, antes de mais nada ninguém sabe o que é organizar um festival assim... O custo chega ligeirito a uns 300 mil reais... E onde é que se arruma patrocinador pra isso? Telão, ajuda de custo pros músicos, armar tenda, energia elétrica, divulgação, hotel, premiação, bla-bla-blá...

É mano véio, é pila que não acaba mais pra isso...

É inegável também o esforço dos organizadores para fazer acontecer aquele que é o mais antigo festival de música dos pagos. Teve que mudar de prefeito pra coisa acontecer. E até de secretário estadual de cultura.

Mas ACONTECEU.

E isso é magnífico.

Ver aquela turma toda se apreparando pra cantar. O povo se reunindo pra assistir.

E não deu zebra alguma. Pelo menos que eu tenha constatado. A luz luziu. A música musicou. O som soou. Os telões telaram. Os microfones fonaram. A organização foi impecável. Os bebâdos e arruaceiros não apareceram. As noites foram por demais agradáveis e nem quentes e nem frias. Os garçons pra lá de gentis.

NADA. Nada saiu errado. Ao menos na minha vista.

Foi um festival DEZ.

Um festival pro pessoal da terra se orgulhar. Mesmo aqueles que não participaram, por que afinal de contas foi na terra. Algo pra nós, gauchada, estufarmos o peito e registrarmos que um festival concebido há mais de 30 anos segue firme.

El fabuloso macanudo taura Cohen, em 06/04/2001. (E como diria meu tio quando alguém tenta ser mais do que é: - mas vai te deitar, sagú! hehehe...)